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          Patrimônio Imaterial 

       "Patrimônio cultural não são só monumentos edificados.
Há uma dimensão imaterial, intangível, que tem o mesmo valor”.


  
 

Nossos Mestres e Mestras:

 

 

Oralidade
Corpo
Sagrado
Som
Mãos

 " Alguém deve rever,escrever e assinar os autos do passado antes que o tempo passe tudo a raso" Cora Coralina

 

Identidade Patrimônio e Memória



Nosso "patrimônio imaterial" ou "patrimônio intangível”. Ícones da nossa cultura. Temos uma Identidade Social. Queremos compartilhar nossos bens em sua plenitude. Muitas vezes em detrimento de imposições externas, corremos o risco de descaracterizar nossas atividades locais, tornando-nos vulneráveis, sofrendo influências da massificação da mídia, da globalização, do imediatismo desenfreado. Não podemos olvidar aspectos de nossa cultura, por desconhecimento, desaviso ou omissão. A cultura e educação são parâmetros que darão sustentabilidade às nossas ações. Somos Santa Cruz de Goiás, com nossos sentimentos, nossos significados simbólicos, nossos valores materiais, imateriais e intangíveis.
Aqui registramos nossa memória, depoimentos orais, documentos escritos, rituais, festas, ofícios, técnicas, valores.

 

                           SEBASTIÃO RODRIGUES TIMOTEO

                                      ( Bastião Preto, Bastião do Salu).

 

Filho de Quintiliano Domingos Timoteo e Maria da Conceição. Nasceu em santa Cruz, dia 04 de novembro de 1925. É uma pessoa que lê muito. Aprendeu com Manoel Cristino e com Rebolo, aos 10 anos, a arte da congada e também a folia.Tocava ganzá e pandeiro e Liberato era o cacique da sanfona.

 

“A gente saia com a congada e cantava tudo no ritmo de marcha. Tinha sanfona, pandeiro, ganzá, chocalho, triangulo”.

 

 

"Pelo que ouvi dizê nunca pude acreditá

Quem pisa na terra alheia

Pisa no chão devagá".

 

"Urubu veio la de cima

Com fama de dançadô

Puxô dama e não dançô

Por que ce num qué dançá?

-Porque sou doutô".



 

 

 

 

 

 

             Decreto nº 42.505, de 15 de abril de 2002

"Instituiu as formas de registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial ou Intangível. Entende-se por Patrimônio Cultural Imaterial as práticas, a forma de ver e pensar o

mundo, as cerimônias: festejos, festas folclóricas, cultos religiosos tradicionais; práticas culturais coletivase espaços públicos para: cantos e danças; as músicas, as lendas e

contos; a história; as brincadeiras e os modos de fazer comidas: culinária típica, artesanato, etc. – junto com os instrumentos, objetos e lugares que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e as pessoas reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural e que são transmitidos de geração em geração. O instrumento legal que assegura a preservação do Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil é o registro. [...]

O trabalho do IPHAN é cuidar da pesquisa e catalogação dos bens culturais e de execução do processo de registro do patrimônio em questão.“No que diz respeito ao risco de perdermos nossa Identidade, temos que lembrar que a cultura popular tem sido bastante desprestigiada, quando não hostilizada, por prefeitos que preferem contratar artistas e grupos com destaque na mídia, que cantam os gêneros que estão na moda, ou por pessoas e grupos que vêem as manifestações populares como algo menor, feio, imoral, ou por grupos religiosos”, disse Marcos Ayala."Quando se fala em tombamento, a primeira idéia que vem à mente é a de coisas e lugares. Tudo bem palpável, material.

No entanto, no bojo da globalização, em diversas partes do mundo cresce um movimento pela preservação das essências e medulas da cultura: valores, costumes e uma infinidade de “monumentos” rigorosamente intangíveis. Desse modo, um tipo de música pode ser tão importante quanto uma catedral.

Patrimônio imaterial, abstrato. O que é isso e quais as tendências do patrimônio mundial hoje? Daí é que a questão cultural é fundamental, porque a cultura é que molda o cotidiano das pessoas, determina hábitos, padrões, valores, o que elas vão comer, vestir, com o que vão ficar contentes ou tristes, como é que elas chegam em casa, se comportam com os filhos e seus colegas, os jogos, a diversão. Para que as empresas tenham escala, é necessário que os padrões sejam mais e mais homogeneizados. Se eu consigo com que uma pessoa do Paquistão tenha o mesmo hábito alimentar de uma pessoa do Texas, ou da Bolívia, a minha empresa tem mais possibilidade de competitividade internacional.

O grande embate hoje em dia da globalização não é somente o controle das empresas, mas dos hábitos do mercado, e esses hábitos são, basicamente, formados pela cultura. É nesse contexto que os países estão se dando conta de que eles têm de preservar determinados hábitos, valores, rotinas, sentimentos, saberes e fazeres, e que estes são patrimônio daquele país. Nesse contexto, o país tem duas alternativas: ou defende os seus valores, ou se aproveita disso, desse processo global, e ao invés de ser um espectador passivo, passa a ser um agente ativo, e aí também procura vender os seus produtos, com seus hábitos e valores.

Ao eleger ‘determinados tipos de bens imateriais, saberes e fazeres – o patrimônio da sua cultura – a pessoa está dizendo para o mundo e para si própria que aquilo é importante e que precisa ser protegido. Quando o francês briga pelo croissant contra o Big Mac não é somente uma briga comercial entre redes de fast-food, é porque a briga cultural hoje em dia é uma briga por emprego. Porque se eu acabo com arroz e feijão e o Brasil só passa a comer fast-food, toda a criação culinária brasileira provavelmente vai vir de fora" Mário Hélio