SANTO ANTONIO DA ESPERANÇA (RIO DO PEIXE, Distrito de Santa Cruz)
Em meados de 1918 chegaram várias famílias vindas de São João Del Rey, Estado de Minas Gerais. Famílias estas comandadas pelo “Coronel Ladico”, Geraldo Ladico de Rezende Mendonça. Veio para Goiás tentar uma nova vida. Começou adquirindo uma grande quantidade de terras onde estabeleceu a sede na fazenda Santo Antonio. O Coronel Ladico era um homem muito respeitado no lugar, com uma visão inovadora do futuro. Sabia ele que o povo necessitava de educação e de uma religião para um bom desenvolvimento e para que pudessem usufruir de maiores cuidados. Nasceu deste seu desejo de progresso o Povoado de Santo Antonio da Esperança. Construiu primeiramente uma Igreja, várias casas para ele e seus colonos, e posteriormente, uma escola, que leva seu nome nos dias atuais. Santo Antônio da esperança, vulgo Rio do Peixe, (atualmente é Distrito) um lugar agradável, com gente simples e hospitaleira, quase todos remanescentes da família Rezende Mendonça. Rio do Peixe, em homenagem a um rio maravilhoso que enfeita os seus arredores.( Rita Amorim)
FESTA DE SANTO ANTONIO

Realizada em Santo Antonio da Esperança (Rio do Peixe), de 31 de maio A 13 de junho
Inicia-se a festa dia 31 de maio, com Alvorada Festiva, às 5 horas da manhã, feita pela Banda de Música Lira 8 de Dezembro. Trezena e leilões na porta da Igreja. As Comunidades se encarregam da organização das Novenas.
Dia 13 de junho, dia de Santo Antonio, há a Missa Solene e após a missa, distribuem o bolo de Santo Antonio e benção dos pães.
A festa é prolongada até dia 16, celebrando no dia 14, Nossa Senhora Aparecida; dia 15, Sagrado Coração de Jesus; dia 16, novamente Missa Solene, procissão e hasteamento da Bandeira de Santo Antonio. Além da religiosidade, há apresentações culturais, esportivas e lúdicas, encerrando a festa com a Queima da Fogueira.
Santo Antônio Nasceu em Lisboa, Portugal, com o nome de Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo no ano de 1195 (não se sabe o dia de seu nascimento). Filho de Martinho de Bulhões, Prefeito de Lisboa e de Dona Tereza, uma fidalga. Cresceu cercado de muita riqueza, mas aos poucos, percebeu que a vida de riqueza não lhe agradava e sentiu o chamado de Deus. Aos 25, entrou para a Ordem dos Frades Mendicantes de Coimbra, na Ordem dos Cônegos Agostinianos, e mudou seu nome para Antônio. Conheceu São Francisco de Assis, que vivia uma vida simples e pobre.
Decidiu ser missionário. Viajou para África, lá ficou doente e voltou. Seu navio na volta se perdeu em uma tempestade. Daí começou sua vida de pregação. Tinha verdadeira admiração e fé em Maria.
Conta-se que certa vez foi pregar; espalharam uma noticia que ele era mentiroso e falso. Antonio fez pregação para os peixes, já que quase ninguém apareceu para ouvi-lo. Dizem que os peixes subiam à superfície para ouvir o que ele falava.
Doente, pediu para ser levado para Pádua, queria morrer lá, morreu antes de chegar, era dia 13 de junho de 1231.
Há muitas simpatias para Santo Antônio, todas voltadas para casamento, porque ele ajudava as mulheres arrumarem marido. Distribuía pães aos pobres, por isto, em sua festa, continua a prática da distribuição de pães após a missa.
